Valor Nutricional dos Alimentos: Seja umas Empresa Consciente!

Valor Nutricional dos Alimentos: Seja uma Empresa Consciente

As tendências de consumo têm mudado consideravelmente nos últimos anos. As pessoas têm se preocupado em manter dietas com um rico valor nutricional e com isso têm buscado por alimentos e bebidas com propriedades funcionais. Dessa forma, evitam consumir produtos com maiores quantidades de gorduras e sódio, por exemplo.

Devido a isso, as empresas vêm buscando reformular vários de seus produtos e estabelecer parâmetros mínimos para o conteúdo de nutrientes considerados “positivos”. Também têm definido metas para a redução de açúcares, sódio e gorduras.

Mas, como o aumento do valor nutricional de diversos produtos alimentícios industrializados tem sido realizado por meio da inovação tecnológica orientada? Leia o texto e confira!

Melhora do Perfil, Valor Nutricional, dos Produtos:

A melhora do perfil de nutrientes é uma importante plataforma de inovação tecnológica alinhada com as políticas de várias indústrias. No sentido de manter padrões mínimos de conteúdo nutricional em todo o portfólio de produtos.

Há setores que investem em alternativas para a melhora da densidade do valor nutricional para produtos bem específicos. Ademais, alguns exemplos são, como por espécie, iogurtes e bebidas lácteas enriquecidas com proteínas, massas alimentícias e pães integrais.

Contudo, o foco principal das ações para a melhora nutricional está nos demais setores (13,9% do faturamento):

  1. Diversos (7,6% faturamento): com exceção de salgadinhos e sorvetes já com boa densidade nutricional;
  2. Desidratados e Supergelados (aprox. 3,3%): com exceção dos vegetais congelados e vários pratos prontos bem nutritivos;
  3. Chocolate, Cacau e Balas (3,0%): com exceção do cacau e observação de que são produtos de indulgência, cuja finalidade, em geral, é atender às demandas dos consumidores em sensorialidade e prazer e, nem tanto, a nutrição.

Grandes empresas como Coca-Cola, Ferrero e Unilever já desenvolveram iniciativas para melhorar o perfil nutricional de muitos dos seus produtos.

Entretanto, apesar dos esforços das empresas e da comprovação de que grande maioria dos alimentos industrializados proporcionar uma boa alimentação à população, existe ainda a propagação do mito de que, de modo geral, eles não são nutritivos.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) já realizou diversos estudos que desmistificam essa questão.

Redução de Gorduras nos Produtos:

As indústrias têm adotado várias alternativas tecnológicas para a redução e substituição de gorduras nos produtos, entre as quais os produtos light.

Estes substituem a gordura por carboidratos (amidos e gomas, por exemplo), proteínas (proteína de soro de leite concentrada, por exemplo) e gorduras com estruturas modificadas (triglicérides de cadeia média, por exemplo).

Vale ressaltar que grande parte dos alimentos industrializados não tem gordura adicionada no processamento. Apesar disso, também existe a propagação do mito de que, de modo geral, eles possuem elevados teores de gorduras saturadas e gorduras trans.

Para desmistificar isso temos dados que comprovam que em 2019, 30,9% das vendas de alimentos industrializados foram compostas por derivados de carnes e conservas de pescados cuja maioria dos produtos tem a gordura natural, e apenas alguns produtos derivados podem ter adição de gordura na formulação.

Mesmo com isso, as empresas têm estabelecido parâmetros máximos para o conteúdo de gorduras saturadas e quantidade de calorias por porção, e também limitado ou eliminado a presença de gorduras trans.

No Brasil, para a redução e/ou eliminação de gordura trans, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) mantém acordo de cooperação com o
Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a reformulação de alimentos industrializados, desde 2008.

A ABIA apoia também a nova normativa da ANVISA sobre gorduras trans (RDC 332/2019), visando a sua eliminação até 2023.

Redução de SÓDIO nos Produtos:

A redução de sódio é outra plataforma de inovação que tem sido enfatizada pelas indústrias há vários anos, tanto de forma voluntária, para atender à demanda dos consumidores, como por meio do acordo de cooperação, estabelecido em 2011, da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com o Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a reformulação de alimentos processados para redução dos teores de sódio.

A maior parte das empresas pesquisadas, que possuem produtos com sódio, tem estabelecido parâmetros máximos para o conteúdo de sódio por porção, para o lançamento de novos alimentos e bebidas não alcoólicas.

Ainda assim, em determinadas formulações, não é tarefa simples a redução do sódio, uma vez que esse ingrediente exerce funções tecnológicas básicas como, por exemplo, conferir sabor aos produtos, auxiliar processos de fermentação em pães ou de inibir a multiplicação de microrganismos patógenos.

Da mesma forma como observado no caso das gorduras, não são todos os alimentos industrializados que têm sódio adicionado em sua formulação.

Redução de açúcar nos Produtos:

Os refrigerantes diet já circulam pelo nosso país desde o final da década de 80, e essa redução ou substituição do açúcar (sacarose) tem sido feita em vários produtos, por meio da utilização de adoçantes artificiais de alta intensidade (como a Sucralose) e naturais (Stevia, por exemplo).

Além de atender às demandas dos consumidores, essa inovação nas indústrias tem sido alinhada com as recomendações dietéticas nacionais e internacionais.

Em 2018, o Ministério da Saúde estabeleceu um plano conjunto com várias associações ligadas a indústria de alimentos, para retirar mais de 144 mil toneladas de açúcares de alimentos e bebidas até 2022.

Apesar disso, nos deparamos com mais um mito de que, em geral, os produtos industrializados são nocivos por conterem muito açúcar e serem muito calóricos, contribuindo assim para o aumento da obesidade.

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